Rodando o país com a turnê ’50 Anos-Luz’, cantor de 72 anos refletiu sobre sua trajetória, vida e descartou aposentadoria em conversa com o gshow.
Como diz o ditado, “50 anos não são 50 dias”, e se tem um artista que viveu muito, e bem, é Guilherme Arantes. Celebrando as cinco décadas de carreira com a turnê “50 Anos-Luz“, que passa por 18 cidades, o cantor de 72 anos não pensa em aposentadoria, como contou em entrevista exclusiva ao gshow.
O ícone da música popular brasileira (MPB) explica: “A pessoa não se aposenta do hobby que ela tem. Ninguém! Não conheço ninguém que se aposentou do seu hobby”.
“Por exemplo, a pessoa é um colecionador de flâmulas, de automóveis, de moedas, de bijuterias ou de cachorrinho de porcelana. Eu não conheço ninguém que tenha se aposentado do seu hobby. Como a música, para mim, é um hobby, que eu fiz profissão, prazer maravilhoso, então não pretendo me aposentar do meu maior hobby, que é viver e produzir música popular.”
Com uma carreira repleta de sucessos, recordes e um impacto gigante na cultura brasileira, Guilherme Arantes descreve sua paixão pela música.
“Era minha determinação lúdica desde criança. Não me lembro de ter sonhado outra profissão com a mesma paixão de ser compositor… as surpresas foram vindo meio de brincadeira, como se fosse um hobby marcado pela teimosia.”
“Eu me tornei exatamente o que sonhava na adolescência, tendo tido muita sorte também nas oportunidades de servir como compositor a outros artistas de talento. Tive muita gente que me ajudou também. Admiradores incríveis que eram diretores de TV, de disco, de cinema, de rádio, de imprensa, atores, dramaturgos, professores, músicos e maestros, engenheiros e técnicos de estúdio. Minha carreira é também uma construção coletiva”, reflete.
Volta do hiato de 1 ano após cirurgia cardíaca
Guilherme Arantes tirou 2025 para descansar e fazer um “retiro de caráter criativo”, como ele define. O hiato aconteceu após passar por uma cirurgia cardíaca no final de 2024, um cateterismo com angioplastia.
Sobre a cirurgia, o cantor conta que não teve medo de acontecer algo mais sério e não mudou sua rotina após o procedimento. Segundo ele, está “completamente o mesmo”.
“O que a gente fez foi de caráter preventivo. As operações da bacia que foram corretivas, porque estava ruim a minha articulação dos dois lados. Aí eu operei. O coração foi uma coisa preventiva, mas esse retiro foi de caráter criativo para poder aproveitar, descansar e me cuidar”, explica.
O momento foi propenso para criar um “novo cardápio” de músicas do seu novo álbum lançado neste ano, “Interdimensional“. “Isso, para mim, é muito realizador, sair com um disco inédito de 15 faixas, álbum duplo, festejando 50 anos”.
“Acho que foi uma escolha muito sábia e coerente. Estou muito feliz de poder trazer novas músicas, parceria nova com Nelson Motta, uma série de letras reflexivas sobre a vida afetiva das pessoas, especialmente a minha, né?”, comenta.
O que o público pode esperar dos shows da turnê?
O músico promete uma turnê especial, com uma proposta visual cenográfica e produção maravilhosa. Segundo ele, a ideia é “abraçar” todos os anos de sua carreira em todos os aspectos: músicas famosas, lado B, canções que outros intérpretes cantaram, especiais infantis…”
“Vai ter um pouco de tudo, e algumas novidades do novo disco”, revela.
Sobre participações especiais, o cantor conta que serão raras e não promete nas próximas. No Rio de Janeiro, a apresentação contou com a presença do saxofonista e flautista Léo Gandelman e de Duda Beat.
“A gente não tem previsão para os demais shows, nada previsto, mas não é o meu forte (as participações especiais). Meu forte são as músicas, que são muitas. Nós temos um repertório numeroso e é um show bastante completo.”
FONTE: GSHOW